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Taxas de juros para pessoas físicas registram o menor nível em 18 anos — Novidades e fotos no AllBiz Brasil
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Taxas de juros para pessoas físicas registram o menor nível em 18 anos

27  Se 2012 03:39 | Economia

A cruzada da presidente Dilma Rousseff contra os juros altos está produzindo frutos. Em agosto, as taxas médias cobradas das pessoas físicas caíram 0,6 ponto percentual e chegaram a 35,6% ao ano, o menor nível desde o Plano Real, em 1994, quando o Banco Central (BC) começou a registrar os dados. Já a inadimplência continua resistente. No mês passado, ficou em 7,9% entre as pessoas físicas, mesmo patamar do mês anterior e do auge da crise de 2009. Entre as empresas (pessoas jurídicas), a inadimplência teve ligeira alta, passando de 4% em julho para 4,1% em agosto.

Em agosto, a inadimplência subiu de 5,9% para 6,0% no crédito pessoal, enquanto no cheque especial aumentou de 11,8% para 12,2%. Mas houve queda na inadimplência no crédito para aquisição de veículos, de 6% para 5,9%; e no crédito para aquisição de outros bens, de 14,2% para 13,7%.

— O aumento do endividamento é natural porque, no país, o crédito cresce mais que a renda — afirmou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, justificando que o brasileiro tem trocado o aluguel pela prestação da casa própria e por isso há um aumento da dívida. — Trocam consumo por investimento.

Crédito sobe mais em bancos públicos

Já os juros do cheque especial recuaram de 151% ao ano em julho para 148,6% ao ano em agosto. No crédito pessoal, caíram de 39,9% para 39,4% no mesmo período e no crédito para veículos as taxas recuaram de 21% para 20,5% ao ano.

Em agosto, os bancos públicos e privados cobraram dos clientes pessoas físicas um spread bancário (diferença entre o custo do dinheiro para a instituição financeira e para o cliente) de 27,7 pontos percentuais. Houve queda de 0,7 ponto percentual ante julho.

— É fato que nunca tivemos juros tão baixos, mas ainda há muito espaço para cair, porque, enquanto no Brasil o spread é de quase 30 pontos percentuais, nos outros países, está entre dois e cinco pontos percentuais — disse o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Oliveira.

Enquanto isso, o crédito continua a crescer. Em agosto, atingiu R$ 2,2 trilhões, ou 51% do PIB. Ontem, o BC anunciou a revisão da projeção de crescimento do crédito nas instituições públicas de 21% para 24% no ano. Já a estimativa para os bancos privados nacionais ficou estacionada em 10% e a dos estrangeiros, em 13%. Ao todo, o BC aumentou a previsão de crescimento do crédito de 15% para 16% neste ano.

Fonte:  globo

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