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Rio terá cinco novos shopping centers populares até 2014 — Novidades e fotos no AllBiz Brasil
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Rio terá cinco novos shopping centers populares até 2014

19  Ou 2012 04:13 | Economia

Os shoppings também se renderam à classe C. Dos sete que serão inaugurados no Estado do Rio de 2012 a 2014, cinco têm como foco esse extrato social. Juntas, as cinco novas unidades somam investimentos de R$ 711 milhões ou 50% do total previsto nos sete empreendimentos (R$ 1,4 bilhão). É mais uma mostra da força do varejo popular.

Em comum, esses centros de consumo têm lojas âncoras como Riachuelo, Renner e Marisa e estão sendo erguidos em áreas carentes de comércio, lazer e serviços. O primeiro da leva a ser aberto será o ParkShopping Campo Grande, em novembro. Com investimento de R$ 260 milhões, terá mais de 250 lojas e vai oferecer, além das tradicionais opções de entretenimento — como cinema e praça de alimentação —, um parque de diversões indoor. Será o 15º shopping do grupo Multiplan, dono do BarraShopping.

— A empresa percebeu a ascensão da nova classe média, e as mudanças em seus hábitos — diz Paulo Bittencourt, superintendente do ParkShopping Campo Grande.

Outro bairro do Rio que vai abrigar um shopping popular é Sulacap, onde quase metade (49,3%) dos domicílios pertencem à classe C, de acordo com levantamento do IPC Marketing. O IPC segue o critério de definição de classe da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abepe), que leva em conta o acesso a bens de consumo. Por esse critério, a classe C em renda média domiciliar bruta de R$ 1.310 a R$ 1.950 mensais.

O Parque Shopping Sulacap será inaugurado no segundo semestre de 2013. Será o primeiro empreendimento no Rio da General Shopping Brasil, que guarda a sete chaves o valor do investimento. A expectativa é que 1,2 milhão de pessoas circulem a cada mês. Bem mais que nos shoppings cariocas classe A. No Shopping da Gávea, a média mensal é de 620 mil pessoas. No Shopping Leblon, são 750 mil por mês.

Consumo em alta

Pesquisa feita em maio pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostra que, no Rio, a frequência de consumidores da classe C nos centros comerciais está acima da média nacional. Enquanto aqui eles representam 26% do total, no Brasil eles respondem por 23%. A pesquisa também segue o critério da Abepe.

O presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, frisa que esse movimento de busca pela classe C ocorre em todo o país e é reflexo não apenas do aumento da renda (e do poder de compra desse grupo social), mas também do crescimento da demanda por serviços.

— Percebemos, por exemplo, um crescimento do uso de lotéricas nos shoppings. Isso é um efeito classe C (que paga suas contas lá) — diz Veiga.

Além das lotéricas, academias e cinemas são o chamariz dos novos shoppings populares. Justamente pela ausência desse serviço nas regiões. Morador de Guadalupe, Zona Norte, o analista de sistemas Marcos Silva Roberto passou a frequentar o Shopping Jardim Guadalupe, aberto há menos de um ano, para se exercitar:

— Não ia a academia porque não havia academia de qualidade aqui. Agora, malho porque tenho opção no shopping. Vou a pé.

A universitária Paula Cavalcanti e o comerciante Luiz Vieira também vão ao Jardim Guadalupe ao menos uma vez por semana para almoçar. E no fim de semana, pegam um cineminha.

— Antes tínhamos que ir até São João de Meriti para ir ao cinema — diz Paula.

Os outros três shoppings com foco na classe C que serão inaugurados até o fim de 2012 são o Pátio Alcântara, em São Gonçalo, o Itaboraí Plaza, em Itaboraí, e o Park Lagos, em Cabo Frio. Nas três cidades, esse nicho responde por 48% a 54% dos domicílios, segundo o IPC Marketing. Na capital fluminense, a classe C representa 43% das casas.

— Um fator para decidirmos investir foi o fato de São Gonçalo ser densamente povoado por pessoas da Classe C. É o segmento onde está o grande crescimento de consumo nos próximos anos — diz Magda Amaral, da ABL Shopping, à frente do Pátio Alcântara.

O Itaboraí Plaza quer aproveitar o fluxo de pessoas que deverá aumentar na cidade com a instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo o Ibope Inteligência, a demanda da área de influência do shopping é de um consumo de R$ 165 milhões por mês. Serão 200 lojas, além de universidade, escola e hipermercado. Quem encabeça o projeto é a ARGO, que investirá R$ 200 milhões e aposta também na atração de público da Região dos Lagos.

Fonte:  globo

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