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Petrobras volta a despontar em carteiras recomendadas no mês

10  Se 2012 04:16 | Notícias das empresas

Corretoras entraram em setembro mais otimistas com o desempenho das principais ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e voltaram a apostar, em maior escala, na recuperação dos papéis da Petrobras. Mas permaneceram com as recomendações concentradas em papéis de empresas que vendem predominantemente no mercado interno brasileiro. Depois da petrolífera, que teve cinco recomendações de compra, a concessionária CCR, o grupo Pão de Açúcar e o grupo Ultra são as indicações mais citadas, em quatro de nove carteiras de ações sugeridas para o mês consultadas pelo GLOBO.

— Os bancos centrais não estão deixando o sentimento do investidor piorar muito. Acho que vamos surfar a onda de um mercado menos pessimista. Adicionamos papéis mais arriscados em setores ligados à economia doméstica — diz Leonardo Milane, estrategista de pessoa física da corretora do Santander.

A aguardada ação de estímulo monetário do Banco Central Europeu (BCE) foi confirmada na última quinta-feira e deixou analistas mais otimistas. Com o programa de compra de títulos públicos lançado pelo BCE, a autoridade monetária europeia vai tentar diminuir os juros de bônus de países em dificuldades, o que também deve dar mais confiança para o investimento em ações. Isso ajuda especialmente as ações da Petrobras, que são bastante influenciadas pelo humor do mercado internacional, na opinião dos especialistas. Também prevalece a visão, entre as corretoras consultadas, de que os papéis da estatal estão relativamente baratos. Há quem aposte em mais um aumento do preço dos combustíveis neste ano para reforçar a geração de caixa da empresa, o que pode puxar as ações para cima.

— O resultado operacional vai seguir prejudicado enquanto não tiver aumento de preço dos combustíveis. Imaginamos que esse anúncio vai acontecer. Só não dá para saber quando — diz Wagner Salaverry, sócio da corretora Geração Futuro, que recomenda a compra da ação preferencial (PN, sem voto) da Petrobras.

Setor de energia abalado

No mercado interno, a CCR foi a mais indicada entre as administradoras de rodovias, setor que deve ser beneficiado diretamente pela recuperação da atividade econômica com o aumento do trânsito de veículos e cargas nas estradas. A corretora Ativa diz também que a empresa é a mais bem posicionada para concorrer às concessões rodoviárias que devem ser feitas a partir de 2013, o que pode favorecer os papéis.

— A redução do IPI acabou incentivando a venda de veículos e isso acaba se refletindo nas estradas. Existe a expectativa de aumento de receita — diz o analista Leonardo Nitta, do BB Investimentos.

A corretora também recomenda as ações ordinárias (ON, com voto) da Ecorodovias, porque deu prioridade ao setor de concessões como fonte de dividendos, no espaço que era ocupado na carteira por empresas de telecomunicações e energia.

— Concessões rodoviárias têm resultados constantes e certa estabilidade, enquanto o setor elétrico passa por mudanças regulatórias e o de telefonia está pressionado pela falta de investimentos — explica.

Os papéis de elétricas desapareceram de algumas carteiras devido à expectativa de maior intervenção do governo para baratear a energia e de mudanças nas concessões. A revisão mais forte de tarifas já tinha abalado papéis como a Eletropaulo recentemente.

— Está ficando mais clara uma remuneração menor da energia no futuro, mas isso não atinge todas as empresas da mesma forma. Isso é mais problemático para a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) e Eletrobras, porque têm muitas concessões vencendo em 2015 e 2016 — diz Salaverry, que recomenda a compra da ação da AES Tietê.

Veículos em alta

Para aproveitar a recuperação da economia brasileira prevista para os próximos meses, os analistas escolhem as ações do grupo Ultra, dono da rede de combustíveis Ipiranga, e do Pão de Açúcar. Novamente a redução dos impostos para veículos e eletrodomésticos é vista como um gatilho para a valorização dos papéis, porque aumenta o faturamento dessas empresas. No caso da varejista, a integração das operações do Ponto Frio e da Casas Bahia também deve melhorar o desempenho operacional do grupo, segundo relatório enviado a clientes pelo BTG Pactual.

— As receitas do grupo Ultra vão continuar crescendo, uma vez que o governo tem incentivado a venda de veículos e isso tende a repercutir nos combustíveis. Algo parecido acontece com o Pão de Açúcar, que ainda tem no ramo de eletroeletrônicos potencial para aproveitar as medidas — diz William Castro Alves, analista da XP Investimentos.

Fonte:  globo

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