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Exame de sangue para detectar risco de síndrome de Down chega ao país neste semestre

24 Jan 2013 06:47 | Ciência e tecnologias

Estará disponível nas próximas semanas no Brasil um teste de sangue na mãe que vai permitir detectar precocemente o risco de o feto ter anomalias no mapa de cromossomos, como a síndrome de Down, de Edwards e de Patau, os dois últimos, em que a criança tem poucas chances de sobreviver.

O teste é comercializado nos Estados Unidos desde o meio do ano passado e consiste em analisar traços de DNA do feto que conseguiram ultrapassar a placenta e circular livremente no sangue materno. O método é menos invasivo que a biópsia do tecido da placenta, por exemplo, em que há chance de aborto, mesmo que pequena. A quantidade suficiente de traços de DNA livre do feto na corrente sanguínea da mãe para que se faça o exame ocorre a partir da décima semana de gestação.

O exame estará disponível, por enquanto, apenas no Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia e no Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo. O sangue colhido é enviado para análise nos EUA, e a estimativa é que o resultado saia em uma semana. O preço do exame ainda não foi calculado e depende do número de anomalias que se pretende detectar.

O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador médico da maternidade do hospital Albert Einstein, explica que o exame, em caso de positivo para alguma anomalia nos cromossomos do bebê, deve ter o resultado confirmado na biópsia de vilo corial, em que se retira a amostra da placenta com a introdução de uma agulha.

— O teste sanguíneo com traços de DNA do feto não permite "ver" os cromossomos. Trata-se de um teste de probabilidade que, apesar de dar índice de mais de 99% de certeza, precisa ser confirmado pela biópsia de vilo corial associada ao exame de ultrassom. Já a chance de falso negativo para o teste sanguíneo é de um em cada mil exames— explica Cordioli.

Os humanos têm 23 pares de cromossomos. No caso da síndrome de Down, a patologia é diagnosticada quando no par de número 21 há três cromossomos, em vez de 2. Na síndrome de Edwards, a trissomia — como é chamada essa anomalia nos cromossomos — ocorre no par 18. Já a síndrome de Patau, a trissomia do par 13, também é grave e dá ao feto pequenas chances de sobreviver ao nascer.

Fonte:  globo

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