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Exageros e o futuro do Brasil

20  Ou 2010 05:45 | Mercado da energia

Confesso que não sei se alguém já expôs esta ideia com estas mesmas palavras, mas eu arrisco dizer: assim como a pressa é inimiga da perfeição, o exagero é inimigo da credibilidade. É um conceito óbvio, especialmente para quem lida diariamente com informação, ou seja, nós, jornalistas. O bom jornalismo prevê o abandono do exagero, da convicção cega, de ataques raivosos ou elogios bajuladores. A imprensa não é parte da história que cobre, seu papel é informar, questionar, expor contradições e esclarecer dúvidas sem fechar as portas para nenhum argumento, sem jamais dar-se por satisfeita. Quando dá espaço às várias facetas da realidade, ao contraditório, o bom jornalismo acumula credibilidade junto ao público. Quem está disposto a questionar tudo e todos de forma objetiva, sem superdimensionar o valor das respostas encontradas, terá o respeito, a crença e a admiração do consumidor da informação.

O exagero cabe àqueles que lucram diretamente com o que oferecem. Um vendedor pode exagerar sobre os benefícios de um produto, assim como um político pode superdimensionar ou mesmo inventar qualidades ao se dirigir ao eleitorado. Ambos precisam apenas pesar o risco de serem expostos na divulgação de propaganda enganosa, mas consumidor e eleitor já esperam certa dose de injustificável autopromoção. É verdade que empresas jornalísticas também têm de vender seu produto, como um jornal, um site ou um programa de rádio/TV. Mas jornalista algum deveria ter de vender a informação em si. Esta deveria ser apresentada de forma equilibrada, proporcional, sob uma perspectiva ampla e com a apresentação de todos os seus lados relevantes. Qualquer exagero na oferta da informação pode abalar a confiança do receptor no mensageiro.

Na cobertura da atual campanha presidencial brasileira tem havido exageros de todas as partes. Alguns profissionais da imprensa, convencidos de que o país ganharia com o fim do comando petista no Planalto, alertam para uma espécie de apocalipse caso Dilma Rousseff vença a disputa, como indicam até agora as pesquisas de opinião. Outros, convencidos da necessidade de se dar continuidade ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, preveem o desaparecimento de tudo que ocorreu de bom no país nos últimos anos caso José Serra vire o jogo na reta final. Tal apresentação desproporcional das informações, ou seja, da realidade deveria estar confinada ao horário eleitoral gratuito, onde fatos e ficção costumam caminhar lado a lado.

 

Fonte:  bbc

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