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‘Boto a mão no fogo por meus secretários’, diz Eduardo Paes

22  Ag 2012 03:06 | Poder e Lei

RIO - O prefeito do Rio e candidato à reeleição pelo PMDB, Eduardo Paes, foi enfático ao defender nesta terça-feira o secretário municipal de Urbanismo, Sergio Dias, fotografado em Paris num momento de descontração ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta — a principal construtora investigada pela CPI do Cachoeira.

— Eu boto a mão no fogo por todos os meus secretários — disse Paes em entrevista concedida à 2ª edição do RJTV. — Boto a mão no fogo até que haja comprovação de que fizeram algo de errado. Se tiver, demito no dia seguinte.

Na série de fotos feita na França e divulgada pelo ex-governador Anthony Garotinho, o secretário de Paes, aparece em uma comemoração com Cavendish e secretários do governador Sergio Cabral, todos com guardanapos amarrados à cabeça. Para Paes, "nunca é bom" que um administrador público tenha relações próximas com o setor privado.

— Mas o secretário (Dias) não tem relação com as obras que a prefeitura realiza — ponderou o prefeito. — Além disso, os contratos são transparentes, e não há denúncias graves contra meu governo.

Em dez anos, sob a gestão de Fernando Cavendish, o patrimônio líquido da Delta passou de R$ 50 milhões para R$ 1,1 bilhão. A construtora teve contratos com o governo do estado e com a prefeitura do Rio em obras como a Transcarioca, corredor expresso que ligará a Barra da Tijuca ao aeroporto internacional do Galeão.

Sobre a possibilidade de deixar o cargo em um possível segundo mandato para concorrer a outro cargo, Paes afirmou que espera governar a cidade por mais quatro anos:

— Fico até 2016 de qualquer jeito.

Segundo ele, as obras do Parque Olímpico estão dentro dos prazos, e o orçamento dos Jogos de 2016, que ainda não foi finalizado, só será divulgado quando todos os projetos estiverem definidos.

Paes anunciou ainda que tem como meta dobrar os esforços que vem fazendo na área da saúde, apontada pelos eleitores como a mais problemática do município.

— Eu como prefeito digo que a saúde é o principal desafio. Passamos de atender a 200 mil pessoas para atender a 2,2 milhões. A meta agora é dobrar isso, chegar a 4 milhões.

Horário eleitoral começa com candidatos a vereador

Mais cedo, na estreia da propaganda eleitoral de rádio e televisão no Rio, os destaques ficaram por conta da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que apareceu na campanha de um candidato a vereador do PSOL e do chamado "minuto da verdade" do ex-prefeito Cesar Maia.

Considerada um apoio político de peso desde que obteve 20 milhões de votos na corrida presidencial de 2010 (19% do total), Marina Silva vinha se mantendo afastada da política até agora. Não exerce cargo público nem está filiada a nenhum partido. Enquanto é cortejada por legendas e candidatos — entre eles Marcelo Freixo, que disputa a prefeitura do Rio pelo PSOL —, fala na criação de um novo partido, mas ainda não deu passos concretos nesse sentido. No horário eleitoral de ontem, Marina ficou menos de dez segundos no ar. Apareceu ao lado de Jefferson Moura e pediu votos para ele com uma única frase ("Para mudar a política, Jefferson Moura"). O candidato a vereador disputou o governo do Rio em 2010 e obteve apenas 1,6% dos votos válidos.

Cesar Maia, por sua vez, estreou no horário eleitoral da cidade com seu "minuto da verdade". Nele, o ex-prefeito e atual candidato a vereador pelo DEM adotou um discurso que fez lembrar uma corrida eleitoral para a prefeitura. Cesar disse que, se eleito, retomará o Favela Bairro, o Remédio em Casa e as Vilas Olímpicas, entre outros programas populares que lançou quando estava na administração municipal.

Ainda como se fosse candidato à prefeitura (seu filho, Rodrigo Maia, concorre ao cargo pelo DEM), aproveitou para alfinetar o atual prefeito:

— Aqui vamos falar do Rio de verdade — disse ele, com ironia. — Não da propaganda que a prefeitura paga com o nosso dinheiro.

A estreia dos candidatos a vereadores na TV mostrou ainda os senadores Francisco Dornelles e Lindbergh Farias pedindo votos para os candidatos do PP e do PT, respectivamente. Marcelo Crivella, ministro da Pesca e da Agricultura, saiu em favor dos candidatos do PRB, e Índio da Costa, que concorreu à vice-presidência da República na chapa do tucano José Serra em 2010, defendeu os nomes do PSD.

No quesito curiosidade, destacou-se a posição do deputado estadual Wagner Montes. O apresentador aparece no programa de seu partido, o PSD, e pede voto para a legenda. Seu filho, Wagner Montes Júnior, candidato a vereador pelo PRB, fica sem o apoio do pai. Ambos têm o mesmo bordão: "Escracha".

Fonte:  Globo

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